Você sabe o que é um colaborador?

abril 16, 2018
by Ready to Do

À primeira vista, a resposta pode parecer fácil: colaborador é aquela pessoa que trabalha em uma empresa. Se você também pensou isso, pode ficar feliz, porque você tem toda razão. Mas que tal olhar para a origem dessa palavra e tentar fazer uma análise um pouco mais holística desse conceito.



Se formos pensar de maneira literal, colaborar significa trabalhar junto. Mas, nos dias de hoje, “colaboração” ganhou status de palavra da moda: Fulano não trabalha, colabora; Beltrana não doa, colabora, e por aí vai. O uso indiscriminado da palavra colaboração parece ter banalizado uma de suas características essenciais – a de que colaborar vai além de dividir o mesmo espaço de trabalho ou ter a mesma assinatura de e-mail. Trata-se de um estado de espírito.

Colaborar é empenhar esforço conjunto

para atingir um objetivo em comum


Em outras palavras, isso significa que a gente não precisa mais trabalhar só para pagar boleto (olha que boa notícia!). Abraçar o sentido holístico da palavra colaboração significa abrir espaço para a possibilidade de encontrar satisfação no ofício.

MAS ALTO LÁ: esse movimento exige a quebra de muitos paradigmas que acompanham a nossa sociedade há séculos. Por isso, seguem algumas perguntinhas provocativas:

Você vai para o trabalho só para ganhar o seu salário no fim do mês, ou você faz parte de algo maior?

Você colabora para a criação de valores nos quais você acredita, ou você apenas trabalha na mesma empresa com uma galera?

Você acredita no poder da cocriação, ou para você, é cada um por si?

São reflexões sobre um modus operandi antigo. Muitas pessoas sequer percebem que trabalham de maneira individualista (ou às vezes até percebem, mas estão absolutamente conformadas e – de certa forma – até felizes vivendo dessa maneira).

Se você é uma dessas pessoas, a reflexão sobre a importância da colaboração seja um tema desinteressante. Mas para um punhado de pessoas inquietas por aí, provocações como essa são o combustível para a transformação das relações de trabalho.

Já parou para pensar o que aconteceria se você dedicasse mais tempo colaborando com pessoas que têm objetivos parecidos com os seus?



Don Tapscott e Henry Jenkins são pesquisadores e escritores que estudaram a dinâmica da colaboração e que compartilham da opinião de que trabalhar junto em busca de um objetivo comum não só torna as tarefas mais gratificantes, como a soma das inteligências individuais constroem um resultado melhor do que se estivessem trabalhando sozinhos. Isso significa que somos melhores juntos!

Mas a colaboração também é um desafio. A partir do momento que abandonamos o caminho da individualidade, é preciso aprender muito sobre si e sobre o outro, como lidar com personalidades e habilidades diversas, e também a como gerir conflitos e seu próprio tempo, de forma que a liberdade que envolve o processo colaborativo não se transforme em caos.

A equação é complexa, mas há relatos de que o sentimento de realização resultante da superação desse desafio vai além da profissional.

Na comunicação e na logística
Esse é um aprendizado diário aqui na Ready to Do. Somos uma agência que nasceu acreditando que o conhecimento compartilhado é capaz de gerar resultados fora do lugar comum, muito melhores do que uma única cabeça jamais seria capaz de pensar e aplicamos essa metodologia para realizar projetos memoráveis para nossos clientes.

E isso não é papo de gente que gosta de trabalhar de pijama: cada vez mais empresas vêm descobrindo maior rentabilidade em modelos não-convencionais de trabalho. A DHL, uma empresa líder mundial em logística, se viu obrigada a romper com os modelos tradicionais de negócio depois que viu seu faturamento despencar e a saída para este rompimento foi a colaboração entre remetentes e destinatários.

A empresa criou um aplicativo que conectava as duas pontas da cadeia e encontrava um ponto de encontro entre eles, agilizando o recebimento de pacotes. O resultado: um ambiente corporativo mais promissor, um relacionamento mais humano e clientes mais satisfeitos e também, mais humanos.

Na indústria nacional
A brasileira Natura, uma das maiores empresas de cosmético do país, também viu na cocriação uma possibilidade de se reinventar. Seu modelo de negócios tradicional demandava um alto investimento em pesquisa e desenvolvimento para atender a constante demanda do mercado por novidades, haja vista que o segmento de cosméticos é um dos mais dinâmicos do mundo.

Para atender esta demanda de renovação constante e reduzir seus custos de investimento, a Natura criou o Natura Campus: uma iniciativa de à pesquisa científica acadêmica que abriu as portas da empresa para criar inovação e valor compartilhado.

Em parceria com pesquisadores universitários dentro e fora do país, a empresa foi capaz de renovar seu potencial criativo em um ambiente que, ao mesmo tempo, apoiava a comunidade científica nacional e reduzia os investimentos internos em pesquisa, gerando um ecossistema equilibrado onde consumidor, empresa e pesquisadores saíram ganhando.

Para pessoa física
No departamento de pesquisa e desenvolvimento de uma grande empresa ou na mesa do café, uma boa ideia não tem lugar certo pra nascer. E foi apostando nessa filosofia o Google e a FIAP criaram espaços de cowork gratuitos para que pessoas comuns também possam entrar em contato com o movimento colaborativo.

É só chegar com seu computador e uma boa dose de vontade de fazer acontecer. A quantidade de pessoas construindo novas perspectivas sobre o conceito de trabalho é surpreendente.

A competição está perdendo seu espaço à medida que transitamos para “era da colaboração” Coworkings, aceleradoras, incubadoras e investidores-anjos são apenas alguns exemplos de como o mundo corporativo pode se reinventar através da colaboração.



Respaldados pela tecnologia e pela conectividade, novos modelos de trabalho como o home office e o trabalho 100% remoto vêm se tornando cada vez mais comuns. Do ponto de vista comercial, essas alternativas têm se mostrado mais rentáveis, pois reduzem drasticamente os gastos das empresas com estrutura física.

Mas os ganhos se mostram ainda mais significativos quando o assunto é qualidade de vida: profissionais mais motivados, menores índices de turn-over e produtividade maximizada são apenas alguns dos benefícios que as corporações podem usufruir ao repensar as relações de trabalho investindo em uma cultura corporativa pautada na colaboração.

Sabemos que a transformação de hábitos tão enraizados nas instituições (e nas pessoas!) não acontecerá em um passe de mágica. Mas hoje, os subsídios para que a transição aconteça estão mais acessíveis do que nunca. Só que para realizá-la, vamos precisar de mais colaboradores.