Produção editorial ágil em 7 passos

julho 12, 2017
by Ready to Do



Quando se olha um livro com muitas páginas, fotos bonitas e um visual de chamar a atenção, logo pensamos que deve ter sido bem difícil a condução desse processo gráfico. Certo?

Isso pode ser verdade, mas também existe um outro lado da produção editorial que torna o processo ágil e prático. Quer saber como?

Aqui você encontrará dicas de como conduzir um trabalho como esse de forma leve e sem dor do ponto de vista da condução do trabalho:


1 – FOTOS: QUANDO PENSAR NELAS?



Antes de falarmos do processo editorial, precisamos olhar para a construção do conteúdo. Se dedicarmos a primeira parte do processo à escolha das imagens, temos a possibilidade de realizar todos os tratamentos de fotos adequados, bem como a escolha preliminar delas.

É interessante, também, criarmos uma maneira de deixarmos claro onde deve ser usada cada foto, colocando uma marcação no texto (como um comentário) – isso diminui os erros dos designers, que muitas vezes não possuem tempo de ler o texto com a extrema atenção.


2 – TEXTO: COMO FINALIZÁ-LO?

Muitas vezes tentamos agilizar o processo enviando os textos ainda em revisão para a diagramação, mas não paramos para pensar em qual é o real ganho dessa decisão.

Ao receber esse texto, o designer consegue entender o conteúdo a ser trabalhado e pode pensar em partes do editorial – como capa, elementos visuais, grids, guide de cores, formato, acabamentos e até propor as primeiras diagramações para a aprovação. Porém, concluída essa etapa não existe razão para seguir com as demais páginas.

Trabalhando com um conteúdo que não é o final (inclusive revisado), a chance de erros no resultado final é maximizada por mais revisões que ocorram. Outro ponto importante é que, realizando ajustes diversos durante a editoração, o olhar daqueles que estão envolvidos fica mais acostumado ao conteúdo, tornando imperceptíveis pequenos detalhes.

Para fechar, entregue o arquivo final com sugestões de olhos e outras partes do texto que podem ou não receber destaque. Isso dará flexibilidade ao trabalho gráfico.


3 – GRIDS: APROVAÇÕES INICIAIS. O QUE VEJO AGORA?

produção-editorialAprovar um material como esse não é tarefa fácil e nem comum a todas as pessoas; por isso é importante entender que esse processo é dividido em etapas.

A primeira etapa que pode ser apresentada no desenvolvimento do texto final está ligada às diretrizes gerais do trabalho, como cores, formato prévio, capa, fontes e grids – o que é chamado de aprovação do conceito.

O designer irá lhe apresentar poucas páginas, pedindo para que o conceito visual seja aprovado. Nesse momento ele está lhe pedindo, entre outras coisas, para aprovar os grids: número de colunas, proporções das fotos, áreas fixadas para elementos (como a paginação, espaço para títulos etc.).

Nesse momento é preciso entender que um editorial não é fixo, mas que segue uma linha de raciocínio sobre o conteúdo e a aprovação deve ser feita como tal. Se pensarmos que cada página é independente e que temos uma solução para cada uma, o trabalho pode levar meses. Aqui é válido o ditado “o maior valor está no conjunto da obra”.

Mas tenha sempre muita atenção, pois ao mudar posteriormente essa aprovação o impacto sobre o prazo do projeto será muito grande. Essa é a etapa mais demorada e lembre-se que se ela estiver sendo conduzida em paralelo ao texto, você não sentirá o peso dela.


4 – AJUSTES: COMO CONDUZI-LOS?

Seria muita inocência acreditar que um trabalho desses esteja perfeito já na primeira entrega, e o importante aqui é se dedicar aos ajustes e tentar compilar tudo – mas tudo mesmo – em uma única solicitação.

A importância desses ajustes em um editorial é maior ainda, visto que uma mudança em determinada página pode gerar problemas nas demais. Dedique tempo a ela para ganhar no projeto como um todo! Lembre-se que o conteúdo corre quando mudamos o tamanho de um texto ou quando trocamos uma foto.


5- REVISÃO FINAL: FINAL MESMO!

Já falamos sobre a importância de iniciar os trabalhos de composição de layouts com a versão final do texto e, conseguindo cumprir essa questão, a última revisão torna-se uma grande aliada na redução de erros. O trabalho dela será mais focado na parte visual, e a preocupação na revisão de texto será com a continuidade, clareza e coerência, já que as concordâncias e afins foram revisados anteriormente. Como dica sugerimos que você procure um revisor que ainda não tenha tido contato com o material.


6 – BONECOS E PROVAS: QUANDO UTILIZÁ-LOS?

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São eles que nos darão a dimensão real de como o material ficará pronto. Após a aprovação do conceito, solicite à gráfica bonecos com a quantidade de páginas, acabamentos previstos e formato proposto. Fazendo isso você terá segurança sobre o material final, inclusive sobre seu peso e pega!

A capa é a parte mais importante do livro e uma prova dela também ajuda em possíveis correções, principalmente de imagens e texturas.

Fazendo esse processo em paralelo ao desenvolvimento dos layouts, a produção ganhará tempo de gráfica, pois a prova e o boneco subsequente terão sua aprovação focada em seu conteúdo.







7- CUSTOS: E AGORA?

Fazer um projeto gráfico é como fazer uma casa – você estima e pode ou não conseguir atingir o budget estipulado. Isso acontece pois é extremamente importante para o designer que ele tenha a liberdade de criar uma página a mais ou a menos, colocar um pôster para um determinado conteúdo ou estourar uma foto em uma página inteira. Mudanças como essas podem impactar nos custos de criação e também de produção.

Porém, não podemos também ter um orçamento de 1 que vira 100, e para minimizar esse problema é recomendável que o designer saiba qual é a expectativa de custo X unidades produzidas; com isso ele poderá pensar em soluções mais caras ou mais baratas de acordo com a qualidade exigida já no início do projeto. Isso gera um ganho de tempo com eventuais correções e mudanças na finalização, bem como uma previsibilidade maior sobre os valores finais.


As dicas acima são de grande valor, mas lembre-se que na prática nem sempre temos um cenário perfeito como esse. Nesse caso é importante que a agência tenha o real cenário em suas mãos e, com ele, proponha o melhor fluxo e cronograma para cada situação.

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