Agências para cada tipo de job: como escolher?

julho 12, 2017
by Ready to Do

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Trabalhar em uma grande empresa não é tarefa fácil e requer muitos parceiros estratégicos para que as metas sejam atingidas.

Entre eles estão as agências de publicidade, que, com diferentes expertises e posicionamentos, dificultam ainda mais o seu caminho para entender quais devem fazer parte do seu pool de fornecedores e estar presentes no seu dia a dia. Mas não se preocupe: este artigo veio para lhe ajudar nessa caminhada!

A primeira análise a ser feita é entender os tipos de necessidades existentes no seu negócio, bem como a quantidade e o perfil de cada agência que você precisa.

Nesse momento, muitos gestores dividem seu escopo de trabalho por tipos de peças a desenvolver: on, off, eventos etc; mas para a rotina de trabalhos de sua marca, isso faz sentido? Essas são as principais características que você precisa?

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Proponho a você uma nova visão sobre esse processo: criar uma etapa anterior a essa decisão, olhando para a dinâmica dos trabalhos e para as caraterísticas de prazo X custo X escopo das demandas e, assim, avaliar:

– A agência que trabalhará nos conceitos principais de comunicação da minha marca – que fará o planejamento, a definição do tom e a abordagem da comunicação – tem agilidade para atender a peças cotidianas? Atender a oportunidades que aparecem a todo momento e as mudanças táticas que preciso?

– As peças que são inseridas no meio de uma campanha ou que precisam seguir conceitos e diretrizes já definidas, devem ser desenvolvidas pela mesma agência que gerencia as campanhas ATL ou por agências que possuem maior flexibilidade em processos e, consequentemente, menor filas de jobs?

– O Atendimento deve estar próximo e disponível para me atender ou focado em longas tarefas e imersões?

–  O investimento e a complexidade de desenvolvimento de uma peça ATL devem ser os mesmos de uma que vai para o time de vendas ou trade?

Ao refletir sobre esses pontos surge uma visão ainda pouco explorada: a divisão entre agências estratégicas, que envolvem um trabalho longo e complexo; e agências táticas, que farão parte do seu dia a dia, derivando peças e fazendo novas criações embasadas na estratégia definida, adequando-se ao prazo, ao custo e à complexidade exigidos para cada momento.

Assim, o que deve estar no primeiro plano de sua decisão é sempre a relação entre preço X escopo X prazo de cada comunicação, para, a partir daí, entender a qualidade que você precisa em cada trabalho e então escolher o perfil de cada agência que deve lhe atender.

A partir dessa definição você conseguirá obter os melhores resultados de cada agência. Construindo uma solução a quatro mãos você irá aproveitar os melhores resultados de cada uma, suas demandas estarão segmentadas e você não diminuirá as chances de problemas com o uso de horas com trabalhos que não foram negociados.

Apenas fique atento para criar uma relação saudável entre todos os parceiros, delimitado o trabalho de cada um e mostrando a todos a contribuição fundamental deles para o todo.

De qualquer maneira é importante pensar que esse é um conceito novo para as agências também, e por isso você deve buscar fornecedores com a mente aberta para a construção de uma solução em conjunto com empresas do mesmo setor!


COMO ESCOLHER AS AGÊNCIAS?

O primeiro passo nesse caminho é analisar as suas metas e seus objetivos macros definidos em seu plano de comunicação, se ficou definido um reposicionamento, uma grande campanha a ser lançada etc.

Entendendo suas necessidades reais e como pretende executá-las, você partirá primeiro ao desafio de escolher sua “Agência-mãe”, aquela que irá definir todas as diretrizes da comunicação de sua marca e que pode ter diferentes focos – as grandes linhas de tom, abordagem, KV e outros direcionais que servirão como guarda-chuva para as demais agências do seu pool.

Primeiro step concluído, vem a segunda pergunta: tenho algum grande evento, promoção ou canal que vou desenvolver com base em um planejamento já definido e verba prevista? Com a resposta positiva você, então, deve definir o seu segundo perfil de agência: as especializadas em algo.

Geralmente elas são baseadas em demandas pontuais, mas consideradas grandes, ou que tenham uma mecânica longa e com necessidade de grande imersão. Exemplo desses casos são campanhas de incentivo, grandes eventos, promoções de larga amplitude.


UFA, POOL DE AGÊNCIAS FINALIZADO! SERÁ?

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Muitas empresas ou marcas entendem que definindo essas agências o trabalho foi concluído – afinal, as grandes verbas foram destinadas a parceiros confiáveis e aquilo que foi planejado será executado. Certo? Errado!

A questão é que na prática a teoria é outra, no dia a dia existem uma infinidade de jobs que aparecem, seja um “top-down”, uma oportunidade apresentada por vendas, por uma mudança de percurso ou até uma simples ruptura na informação percebida.

É aquele banner para o site que precisa ser feito correndo, aquela ideia de fazer uma ação de endomarketing surpresa para fidelizar primeiro os colaboradores, aquele display de PDV que não havia sido desenvolvido até agora, uma derivação de embalagem para um sabor novo que será usado em pesquisa ou até aquele material impresso que está faltando para a equipe de vendas.

Resumindo: é todo aquele trabalho do dia a dia que lhe ajuda a fazer frente aos objetivos da empresa e a segurar os números de mkt share para que a meta seja atingida!


ALGO AQUI LHE PARECE FAMILIAR?

Se isso faz parte da sua rotina, saiba que sua realidade é a mesma da maioria dos profissionais. Sim, a vida é corrida e cheia de surpresas que tornam nossos dias corridos – pensando nisso, incluímos aqui um outro tipo de agência que deve fazer parte do seu pool e que será sua parceira para as peças do dia a dia.


AGÊNCIAS TÁTICAS

Se você trabalha com peças como essas que falamos, precisa ter na manga um parceiro que lhe atenda e que tenha o envolvimento necessário com sua marca para, assim, não ter de sair buscando uma nova agência nas indicações de seus pares ou trabalhar com aquele que sempre esteve ali, mas que não necessariamente lhe atende do jeito que você precisa.

É o planejar o que não está planejado, ter no seu pool a saída de emergência ou mesmo um parceiro com maior fluxo de trabalho que sustente a rotina da sua marca.

Avaliando e escolhendo antecipadamente esse parceiro, você terá a oportunidade de se sentir mais seguro, conseguindo mensurar o tempo de resposta e a qualidade das entregas naqueles jobs não planejados.

Este é um caminho novo onde algumas agências já têm se posicionado, e nessa escolha o mais importante é buscar um parceiro que se adapte à sua realidade, seja ela qual for.

Assim, recomendo primeiro que você entenda como é o fluxo de trabalho ideal para você, mensure a quantidade dessa demanda para ter uma expectativa de volume e conseguir melhores negociações, que podem ser de preço, prazo ou mesmo de uma estrutura que faça frente a sua demanda.

Uma agência flexível e aberta a uma nova forma de negociação torna-se um diferencial nesse momento. Ela precisa se adaptar a você e buscar uma saída que não necessariamente seja o padrão de trabalho de agências; afinal, estamos falando de uma relação diferente do comum e que deve funcionar a você, e não a outro cliente.

Topa o desafio? Saia da caixinha e pense diferente.

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